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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes – Lição 3

INTRODUÇÃO
As Igrejas históricas ou tradicionais vêem o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes como um mero acontecimento histórico. E se isso não bastasse ainda negam as implicações e as evidências deste importante acontecimento bíblico, como não valendo para nossos dias. É o argumento Cessacionista, i.é, o batismo com o Espírito Santo, o falar em línguas estranhas e os outros dons, como exemplo o dom de profetizar, foram apenas na igreja primitiva. Isto tudo é muito sério porque temos uma igreja fraca em termos de fé bíblica, atesta que a bíblia é a sua base, porém, nega o que nela está contido. Por exemplo, dentre as igrejas históricas brasileiras, uma delas somente admitiu e ensinou sobre o Espírito Santo como parte da trindade e suas implicações, a partir da década de 1970. Será que as promessas no AT e/ou no NT, especialmente feitas por Jesus Cristo não valem para essas igrejas?

I – O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Em curtas palavras é o revestimento de poder espiritual que habilita o crente a ser mártir pela causa do Evangelho [At 1.8], com testemunho e vida sacrificial.

Sobre a evidência no falar em línguas [Mc 16.17; At 2.8-11; At 8.15-17; At 10.44-46; At 19.3-7; 1Co 12.10,30; 2Co 13.8; 2Co 14], não tem como ignorar, está na Bíblia e Paulo relata isto, o falar em línguas, no pós Pentecostes. Será que os Cessacionistas rasgam esta parte da Bíblia deles? É inegável, se negamos, certamente somos heréticos e para mim basta.

II – FUNDAMENTOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Moisés – particularmente não concordo em vincular Nm 11.24-29 à promessa do Pentecostes, conforme o nobre comentarista Claudionor de Andrade assim o fez. O verso 29 expressa um desejo de Moisés para com todo o povo. Abraão, Samuel, Davi, Saul e tantos outros profetizaram e isto não implica em promessa de derramamento do Espírito Santo.

Isaías – Is 44.3 diz “...derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”. Aqui é inegável a promessa. Alguém pode até ponderar em afirmar que a promessa era para os judeus, e daí? Cristo também veio para eles e rejeitaram, porém o profeta Joel já expressa “sobre toda a carne”.

Joel – Jl 2.28-32. Os Cessacionistas devem ignorar totalmente esses versos, certamente ficam mudos, não há o que ser dito, não é? Talvez argumentem que isto ocorreu no Pentecostes e eu pergunto: E atos At 10.46 na casa de Cornélio? E At 19.6 em Éfeso com os discípulos de João Batista? E em Corinto 1Co 12 e 1Co 14 quando Paulo põe ordem no culto deles? 

João Batista – Mt 3.11 e passagens correlatas nos sinóticos e em João ratificam a promessa que Cristo viria a fazer posteriormente. Promessa ratificada por Cristo em At 1.5 e lembrada por Pedro em At 11.16 quando orou pelos gentios na casa de Cornélio. Lembrando que Pedro argumentava assim na presença dos apóstolos em Jerusalém o motivo de ter estado na casa de um gentio.

Jesus Cristo – em João 7.38-39 promete o derramar do Espírito Santo aos crentes. Jo 14.16,17,26; Jo 15.26; Jo 16.7-14. Também At 1.5,8 é promessa de Cristo e é inquestionável, uma vez que logo se cumpriu.

III - O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NA HISTÓRIA DA IGREJA
Este ensino não é uma invenção eclesial, mais é uma promessa feita pelos santos e inspirados homens de Deus, por Jesus Cristo e cumprida no tempo da Igreja primitiva, e, perpetuada até nossos dias. A história registra por exemplo Agostinho [354-430 d.C], Lutero, John Wesley, Charles Finney e outros mencionando sobre esta ação divina. Há um dito: “Contra fatos não há argumentos” e a começar da Bíblia a história registra muitos outros episódios semelhantes.

IV – OS OBJETIVOS DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Fala-se de plenitude espiritual ao ser batizado com o Espírito Santo e sendo bem direto aqui, devemos enxergar e entender os objetivos primeiro nas palavras de Jesus Cristo em At 1.5,8, quando disse do dever de permanecer em Jerusalém para se cumprir sobre eles a promessa. Atos 1.8 é muito claro: “recebereis poder...” e noutra versão: “recebereis virtude...”. Poder aqui vem do original grego dínamo, quer dizer, poder sobrenatural. Ainda no mesmo verso diz: “e ser-me-eis testemunhas...”. Testemunha no grego é martyria que significa literalmente morrer, dar a vida por uma causa. Compensa observar que no ato do Pentecostes há uma mensagem universal, uma vez que todos os presentes receberam a mensagem da salvação em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo que não estava no Pentecostes, logo em suas cartas vem coordenar e ensinar acerca da disposição dos dons sem confusão à igreja.

CONCLUSÃO
O revestimento do Espírito Santo é para todos os santos que crêem, foi para os que estavam em Jerusalém, Samaria, Cesareia, para mim e todos a quem Deus chamar. Soli Deo Gloria.

Profº Netto, F.A.

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