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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rascunho poético - A Palavra

Hoje tentei ser diferente de quem o sou e resolvi brincar com as palavras. Nunca fui poeta, não no sentido lato. Admiro quem o é com maestria e de fato. Ouço, vejo, admiro quem poetiza com ousadia. Às vezes as palavras nos desafiam, e, hoje para mim chegou este dia. Aos leitores peço paciência e ajuda. Estou apenas não deixando que a pouca sapiência não fique muda. Lá vai a primeira e espero ao menos terminá-la...

Sou admirador da poesia
Mesmo não poetizando
Seja ela alheia, colorida ou de qualquer etnia
Nela sigo vivo e sonhando

Sempre fui atraído pela Palavra
Ela soa nos meus ouvidos docemente
Às vezes doce como mel, belas, morais e até ecléticas
Curioso é que ela é onipresente

A Palavra viva é atemporal
Ela está para os momentos tristes ou alegres
Mais suspeito que a Palavra seja sobrenatural
Ela simplesmente existe onde a vida estiver

Tudo o que existe depende da Palavra
Os animais até imitam as palavras humanas
Os humanos tentam palavrear a comunicação animal
Com pequenos sussurros, gestos e artemanhas

A humanidade avançou muito, especialmente na comunicação
Contudo, ainda não o suficiente para se autoproteger, se salvar
Se matam, se destroem, são imorais, se calam
A Palavra pode sensibilizar, mais também pode matar

Nada sou sem a Palavra, mesmo quando ela me cala
Os gestos silenciosos falam muito
Ao contrário do excesso de palavras, que mascara
Bom mesmo é quando a Palavra é boa, tem vida e transforma o mundo

Profº Francisco Neto

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