segunda-feira, 24 de abril de 2017

Isaque, filho de Abraão

Quando estudei esta lição "Isaque, um caráter pacífico", lição 4 da Cpad, para adultos neste 2º trimestre, esperava um argumento mais forte que embasasse e compensasse estar na EBD [Escola Bíblica Dominical]. Meditei na idéia central e nos argumentos apontados pelo comentarista e verifiquei que alguns apontamentos foram inobservados, dentre eles:

Filho do pai da fé: teve contato direto com o seu pai, soube das experiências espirituais e deve ter sido impactado.

Deus apareceu para seu pai e também para Isaque: aqui está o molde do caráter, materializado nas atitudes.

Filho da promessa: saber que é filho de um milagre é algo indescritível, visto que Abraão teve outra esposa após a morte de Sara e com mais de 100 a
nos teve outros filhos.

Orou e sua esposa Rebeca teve seu ventre curado: Rebeca era estéril, Isaque ora a Deus e é atendido na sua oração. Isso forma um caráter espiritual forte.

O caráter espiritual de Isaque nos ensina a sermos filhos espirituais maduros, obedientes e sempre buscar a presença de Deus. Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

sábado, 22 de abril de 2017

Isaque, um carater pacífico

"E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele." - Gn 17.19

INTRODUÇÃO
O caráter de uma pessoa é demonstrado por suas atitudes, testemunho e práticas. Isaque é um personagem da Bíblia que tem grande significado para a história do povo de Israel. Seu nome foi dado por Deus mesmo antes do seu nascimento conforme Gênesis 17.19. O significado de seu nome é interessante: quer dizer "aquele que ri" ou "ele ri", em alusão à reação de seu pai e de sua mãe, quando o anjo anunciou seu nascimento, sendo seus pais de idade avançadíssima.

I - ISAQUE O FILHO DA PROMESSA

1. PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO
Para entender o caráter de Isaque, é importante conhecer a história que moldou sua personalidade e forjou o seu caráter. A história de Isaque ocupa nada menos que nove capítulos do livro de Gênesis. Filho de Abraão e Sara, pela lógica humana seu nascimento seria absolutamente impossível. O "filho da promessa" teria nascido "fora de tempo", na concepção dos homens.
Quando Deus chamou Abrão para sair de sua terra e ir para uma terra estranha, fez-lhe promessas gloriosas. Uma delas era que ele seria "uma grande nação", quando ele tinha 75 anos [Gn 12.2]. Abraão já era idoso, e sua esposa estéril. Parecia impossível o casal ter um filho. Quanto mais serem pais de uma grande nação.

2. SEU NASCIMENTO, UM VERDADEIRO MILAGRE
Ao ouvir que Sara seria "mãe de nações", Abraão riu considerando coisa impossível para um homem de 100 anos e uma mulher de 90 [Gn 17.17]. Percebendo Deus o pensamento de Abraão lhe fez saber que Ele é Fiel [Gn 17.19]. Por ter rido, o nome do menino seria Isaque, que significa "riso" ou "aquele que ri". Sua mãe, ao saber que teria um filho aos 90 anos [Gn 18.9,10], também não se conteve e, a exemplo do marido, também se riu no seu interior [Gn 18.12]. Abraão aos 100 anos, e Sara com 90, foram pais de um lindo bebé, que causou espanto a todos que souberam daquele milagre.

 COMENTÁRIO
Abrão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e exigência
(1) Deus se revelou como o "Deus Todo-Poderoso", significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abrão
(2) Deus ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abrão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abrão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus serão realizados o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 56).

II - UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

1. A PROSPERIDADE ESPIRITUAL
Depois da morte de seu pai, já casado com Rebeca, e pai de Esaú e Jacó (Gn 25.19-23), Isaque foi buscar abrigo em Gerar, na terra dos filisteus, para escapar da fome que ocorreu onde morava. Ali, Deus lhe falou que não descesse ao Egito."[...] em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu ã minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar" (Gn 26.4-6).
2. A BENÇÃO DIVINA É PASSADA DE PAI PARA FILHO
A bênção de Abraão foi transferida para Isaque, não pela hereditariedade em si, mas pela sua fidelidade a Deus. Seu caráter, demonstrado em sua conduta, agradou a Deus. E ele prosperou espiritualmente.
 
3. A PROSPERIDADE MATERIAL
"E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava" (Gn 26.12). Este é o segredo da vida de Isaque. Ele era abençoado por Deus. Deus dá bênçãos espirituais e também materiais, quando o homem obedece à sua voz. A produção dos seus campos lhe deu cem por cento de colheita (Gn 26.12). É preciso entender que a prosperidade material não é o objetivo da vida cristã, como propalam os adeptos da falsa "teologia da prosperidade". Mas Deus promete abrir "as janelas do céu" e derramar grande abundância; repreender "o devorador" e fazer as nações perceberem que seu povo é bem-aventurado, para quem é fiel nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.10-12).

III - LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE 

1. UM HOMEM ESFORÇADO E TRABALHADOR
A prosperidade que Deus concedeu a Isaque chamou a atenção dos filisteus. A bênção de Deus era tão grande que incomodava os filisteus (Gn 26.15,16). Há pessoas a quem Deus abençoa e os adversários ficam com inveja, desejando o mal aos servos de Deus. Mas a maldição não alcança os que são fiéis a Deus. Balaão foi convocado para amaldiçoar os filhos de Israel. Mas não conseguiu. "Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa?" (Nm 23.8). Deus converteu a maldição em bênção (Ne 13.2 b; Pv 10.22).
2. O CARÁTER DE ISAQUE
Ao sofrer terrível oposição dos invejosos e ser aconselhado a sair do lugar onde prosperara, Isaque não fez questão alguma. Foi habitar "no vale de Ge­rar" (Gn 26.17). Honrando o nome e a memória do seu pai, Isaque reabriu os poços que seu pai abrira e foram tapados pelos filisteus, e chamou os poços com os mesmos nomes dados por Abraão (Gn 26.18). Os pastores de Gerar questionaram os outros poços que Isaque abrira, mas ele não os con¬frontou (Gn 26.19,21).

3. UM CARÁTER RESILIENTE
Após perder a posse de dois poços, Isaque não desistiu. Mais do que resistente, ele foi resiliente. Soube enfrentar as oposições sem se exasperar. Soube praticar a longanimidade (Gl 5.22). Continuou mandando abrir poços: "E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra" (Gn 26.22,23). Era o "poço do alargamento" concedido por Deus.
Livre da contenda, Isaque "subiu dali a Berseba," (Gn 26.28,29). Ali, Isaque e Abimeleque, rei de Gerar, fizeram um juramento de que seriam amistosos. Daí, Berseba significar "juramento", ou "poço do juramento. Em meio a essas experiências, "[...] apareceu-lhe o SE­NHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei,
e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gn 26.24).

4. OBEDIÊNCIA E SUBMISSÃO
Cer­tamente, esses são os aspectos mais marcantes do caráter de Isaque. Ele soube honrar seu pai e sua mãe, como manda o Senhor (Êx 20.12). A prova mais eloquente desse caráter foi de­monstrada, quando Deus falou com Abraão e ordenou que ele oferecesse o seu filho em holocausto (Gn 22.2). Isaque foi amarrado sobre o altar para o sacrifício, e não se rebelou. Mas obedeceu. Submeteu-se à vontade do pai. Deus não permitiu que Abraão o imolasse. E proveu um cordeiro para ser oferecido em seu lugar (Gn 22.11-13). Uma figura de Cristo oferecido em nosso lugar como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (3o 1.29). Deus aceitou o gesto de Abraão como realizado pela fé (Hb 11.17-19).

COMENTÁRIO
O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele ri', 'aquele que ri', ou simplesmente 'riso'. Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida." Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 989.
A mansidão de Isaque "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo.
Ele era um homem que vivia em contato com Deus. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas a seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de Deus. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. led. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 990).

CONCLUINDO
A Bíblia nos mostra quão importante foi Isaque para história do povo de Deus. O seu nome se inclui entre os três patriarcas mais citados no Antigo Testamento e também no Novo. O Deus de Israel é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Que Deus nos abençoe para que nos espelhemos no caráter de Isaque para o fortalecimento da nossa fé no Deus Todo-Poderoso.
  
Fonte: Revista para adultos da CPAD, lições do 2 trimestre de 2017.

sábado, 31 de dezembro de 2016

As obras da carne e o Fruto do Espírito

"Porque a carne cobiça contra o Espírito, 
e o Espírito contra a carne; 
e estes opõem-se um ao outro, 
para que não façais o que quereis." Gl 5.17

Estamos ainda envolvidos nas festas de fim de ano, mas já meditando na 1ª lição do trimestre.  Considero o tema importante no contexto bíblico, teológico e evangélico, mas na atual conjuntura nacional, o nosso contexto histórico [Brasil] sugere outros temas mais importantes. Não obstante essa cegueira da CPAD na edição das revistas, em não editar a revista com temas atuais [divórcio, violência, drogas, identidade de gênero, pregações vazias, etc] e que atinge em cheio a Igreja, sempre respeito temas centrados na Bíblia, visto que vem à edificação da Igreja.

Críticas a parte, o ponto alto deste tema é o que menos se fala e que está está descrito no no verso em destaque: "a carne cobiça com o Espírito". E aqui é melhor falar de: carne, cobiça e Espírito.

1.Carne: no sentido bíblico e teológico, entende-se:
Fraqueza humana
Tendência ao pecado
Concupiscência [corpo, olhos e mente]
Paixão carnal
Apetite para pecar
Natureza adâmica [desobediência com dolo], etc.

2.Cobiça: nesse contexto, se entende:
Guerra interna
Cabo de guerra
Luta mental e espiritual
Disputa de interesses, etc.

3.Espírito: aqui entenda-se como sendo o Espírito de Deus habitando no cristão, orientando, iluminando, fazendo a pessoa ver o certo e o errado.

Sendo assim, fica claro que a ideia central do texto é que há uma guerra, uma luta interior envolvendo a força dos desejos, a força das tentações e daquilo que dar prazer ao ser humano oriundo do pecado. Esta guerra, luta interior acontece dentro de cada cristão e em fração de segundos ou milésimos de segundos, antes de decidirmos e agirmos, isto é, praticar algo. E porque Espírito? Simples. Porque esta é uma das funções no Espírito, discernir, convencer do pecado, do juízo e da justiça. Simples assim. Boa aula. Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Superdicas para professores de EBD: Leitura Sistemática ou Habitual?

Muitos alunos e colegas professores de EBD [Escola Bíblica Dominical] me questionaram noutro dia a respeito da preparação pessoal do professor antes das aulas, mais especificamente, quanto à leitura do professor, qual seria mais eficiente, se habitual ou se sistemática. Eu, particularmente, tenho o hábito da leitura, porém, quando sistematizo rende mais. Rende mais na concentração,
na quantidade, na qualidade da leitura e aumenta meu poder de síntese.

Evidentemente, que o professor vocacionado se preocupa com a qualidade do conteúdo que vai ler, investindo em boas fontes [livros e revistas]. Isso tudo evita desperdício de dinheiro, de tempo e de desgaste pessoal, visto que livros teológicos são caros, nosso tempo é limitado e é um desastre quando compramos e lemos uma obra pobre teologicamente falando.

Assim sendo, primeiro devemos escolher boas obras antes de investir e gastar nosso tempo lendo. Segundo, invista em tempo de leitura, em pesquisa e na síntese dos assuntos que esteja lendo. Não adianta gastar dinheiro e tempo lendo e não absorver o conteúdo, vai ser um desastre. Terceiro e derradeiro, adote o hábito da leitura e/ou sistematize sua leitura.O hábito é simples de entender, basicamente é uma repetição diária ou semanal. Sistematizar é mais simples ainda: é quando eu cronometro o tempo; é quando eu rascunho partes da leitura; é quando eu repito a leitura daquilo que julgar mais importante; é quando eu coloque metas/alvos de leitura para mim mesmo [que seja diária, mensal ou anual] conforme minha disponibilidade, etc. E isso vai me trazer quais resultados? Muitos e bons resultados, mais a resposta disso é assunto do próximo post.

ALERTA: a aula de EBD deve ser viva, rica, profundamente teológica, atual, e, o professor deve ter domínio do assunto tratado, com uma participação efetiva dos alunos. Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

sábado, 10 de dezembro de 2016

O socorro de Deus para salvar o seu povo

A aula da EBD de amanhã [11Dez] usará como base a livro bíblico Ester, que alguns afirmam ser um livro histórico, outros afirmam ser de natureza poética. Particularmente, me emociona a poesia do livro, mas fica evidente a narrativa histórica.

Se você, caro leitor, ainda não leu esse livro, está perdendo em conhecer como Deus age sobrenaturalmente para salvar o seu povo. Também narra claramente a atitude do povo de Deus quando estiverem em apuros:

Identificando o caos sobrehumano;
Reconhecendo uma solução humana;
Crendo e agindo numa ação divina;
Obtendo vitória pela fé em Deus.

Compensa ler Ester, compensa frequentar a EBD, compensa meditar na Palavra de Deus, compensa agir como Ester e Mordecai, que no caos jejuaram e oraram a Deus pela salvação de um povo. Deus ouviu e salvou seu povo. Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que fazer nas tragédias da vida? Adore a Deus!

Na EBD de ontem tivemos uma bela oportunidade de meditar neste importante tema, tendo em vista o último desastre com um time e a delegação de futebol de Chapecó. Mas como assim? É isso mesmo, adorar a Deus mesmo em meio as tragédias da vida é a saída.

O texto base sugerido foi 2Cr 20.1-12, mas poderíamos listar outros com a mesma ênfase. Jesus Cristo continuou adorando mesmo quando aproximou-se da crucificação, estava no Getsemani adorando. José do Egito quando preso injustamente permaneceu fiel sendo usado por Deus. Jó permaneceu firme mesmo quando perdeu tudo, disse: "nu vim do ventre de minha mãe e nu voltarei". O apóstolo Paulo e Silas quando foram presos adoravam a Deus na prisão [At 16,25-28]. Os 3 amigos de Daniel foram firmes e de coração decidido, resoluto, não voltaram atrás e não adoraram a estátua, pelo que forma jogados numa fornalha de fogo e Deus os salvou.

A Bíblia nos ensina a ficarmos firmes, confiante em nosso Deus, buscando em oração, jejuns e ações de graça, em comunhão com a Igreja. O rei Josafá buscou a Deus com orações e jejuns, Jesus orou ao Pai, Paulo e Silas adoraram com hinos e nós o que fazemos quando as grandes dificuldades, tragédias da vida nos acercam?

Eu tenho grande afeição pela EBD [Escola Bíblica Dominical] porque nela temos a liberdade de debater e aprender do ponto de vista bíblico e teológico, sem reservas ou limitações de quaisquer natureza. Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

terça-feira, 19 de abril de 2016

Os benefícios da Justificação - Lição 4

O cerne e o centro da carta do apóstolo Paulo está nesta lição, que é muito simples de entender: Jesus Cristo morreu na cruz do calvário para justificar o pecador. Morte vicária, i.é., substituta. Ofereceu-se como sacrifício perfeito para pagar os pecados da humanidade. Daí o profeta João Batista dizer em João 1.29 "eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".  Daí o próprio Cristo dizer: Tetelestai, ou seja, está consumado = tudo está pago.

Esta lição baseia-se no capítulo 5 de Romanos e trata dos benefícios da justificação, mais especificamente, o que o justificado ganhou:
Paz, com Deus e consigo mesmo,
Alegria, pois nenhuma condenação há e os pecados todos lançados no mar do esquecimento,
Esperança,
Acesso a Deus,
Comunhão com Deus e com os santos [igreja],
A presença do Espírito Santo,
As promessas do Salvador Jesus Cristo.
Dentre outros benefícios.

A benção da graça justificadora traduz-se pela paz imediata [Rm 5.1], pelo perdão dos pecados através da em Cristo Jesus. Resumo: pela fé o culpado é declarado justo. Simples assim. Em Romanos 5.2, no final do verso o esclarecimento é claro: "no gloriamos na esperança da glória de Deus" e em Gálatas 6.14 "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Resumo: Os judeus se justificavam por vir da semente de Abraão, circuncidados e a Lei mosaica. E o apóstolo Paulo aponta para a Cruz e na esperança dela provinda. Simples assim!

As bençãos do amor trinitário está no silêncio da cruz e em toda ação de Deus pelo homem. Romanos 5.5, João 3.16, 1Jo 4.8, 16 e outros tantos versos são expressivos neste tema. Deus é puro amor e a fonte. O Espírito Santo atua no homem através do derramar dos dons. Simples assim!

Justificados pois mediante a fé em Cristo, i.é, a fé de que Cristo levou os meus pecado [Isaias 53], a fé de que meus pecados foram apagados e não mais lembrados por Deus, já que foram pagos, a fé de que o Espírito Santo me confirma ser nova criatura e assim filho de Deus. Simples assim! Soli Deo Gloria.

Francisco Neto

domingo, 10 de abril de 2016

A necessidade universal da salvação - Lição 2

Tivemos hoje a lição número 2 do trimestre, no qual tem como fonte a carta do apóstolo Paulo aos Romanos e realmente foi muito mais do que se esperava. Não foi mais uma lição, visto que houve um aprofundamento no cerne da assunto proposto.

Primeiro se falou sobre o autor da carta e aqui vejo uma superficialidade de conhecimento na maioria dos alunos. Não há um interesse grande em se estudar a figura do apóstolo, há sim um interesse nas cartas. Isso me surpreende.

Mas o que dizer da biografia paulina?
Judeu da tribo de benjamim,
Fariseu severo,
Mestrado por Gamaliel, o mais renomado de seu tempo,
Perseguidor dos cristãos
Cristo apareceu a ele na conversão [Atos 9, 22, 26],
Ficou recluso por um tempo na Arábia, onde foi doutrinado por Cristo [Gálatas 1],
Escreveu 13 cartas do NT, afora 1 carta que se perdeu e possivelmente Hebreus também,
Subiu em espírito ao terceiro céu, morada de Deus,
Discipulou  e trabalhou muito mais que os outros apóstolos,
Doutrinou sobre N assuntos, batismo, dons, liderança, etc,
Ver-se nele a atuação de todos os dons do Espírito Santo,
Foi executado por injustamente, por causa do Evangelho.

Agora dentre os muitos assuntos tratados no carta anos Romanos, nota-se que fica claro a Necessidade Universal da Salvação, através do sangue de Cristo vertido na Cruz do calvário. Simples assim!

Por quê?
Porque todos pecaram,
Porque o homem por si só não alcança salvação,
Porque a Lei estava enferma,
Porque a circuncisão agora é no coração,
Porque aboliu-se o sacrifício, pois Cristo se ofereceu como sacrifício perfeito,
Porque Cristo é a novidade, o Evangelho da salvação levado Paulo e pela Igreja através dos séculos até a volta de Cristo. É isto. That's all. Soli Deu Gloria.

Profº Francisco Neto

terça-feira, 30 de junho de 2015

BRASIL, ler ou não ler?

JUCA FERREIRA é o nosso atual ministro da Cultura de nosso país. Ele, de posse de números, informa que nós brasileiros per capita lemos [ou compramos] 1,7 livro ao ano. Esse dado é de fato vergonhoso diante da grandeza produtiva cultural que temos. Basta ver o volume de instituições
superiores que temos.

Nosso ministro da Cultura afirma 3 fatos importantes:
1.É uma vergonha
2.Existem 3 pilares da leitura
3.Precisamos massificar campanhas pró-leitura

Primeiro, concordo com nosso ministro e na verdade deveria ser ele ou o ministro da Educação ou ainda um representante religioso a apontar essa verdade porque isso gera consequências desastrosas, dentre elas: geramos sociedade inculta, sem crítica, sem senso de leitura universal do que está de seu mundo. É vergonhoso mesmo, ler nos constrói. A falta da leitura nos destrói.

Segundo, o nosso ministro Juca afirmou que há 3 pilares da leitura, i.é, 3 pilares que pode estimular a leitura: a família, a escola e a biblioteca. Aqui discordo realinhando essa informação assim: a escola, a igreja e os sonhos/metas. A escola, seja ela em qualquer fase nos tem esse poder de influenciar fortemente. A igreja nos estimula, além de buscar a conhecer a Deus, também conhecer as nossas realidades. E os nossos sonhos/metas são alvos que nunca morrem e nos estimulam a sempre buscar superação.

Terceiro, estamos lendo ou comprando poucos livros enquanto país e se faz necessário revolucionar isto num patamar mais profundo. Exemplos: livros estão caros, é preciso aliviar a carga tributária e baratear. É mais barato ter internet, que é mais atrativo que comprar e ler livros. Nossos filhos são menos exigido [em ler] nas suas escolas. Nós pais, também lemos pouco e assim deixamos de ser exemplo para nossos filhos. Desconhecemos a nosso própria história.

Então a solução não se limita apenas a campanhas pró-leitura, passa por política, educação, economia e social. Se quisermos ser uma nação livre e potente, precisamos nos tornar primeiro simples alunos.

Prof Francisco Neto

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Igreja e o seu Testemunho - Lições bíblicas do 3º trimestre de 2015, Cpad

Vencemos o 2º trimestre, aplicando as 13 lições da EBD baseadas no evangelho de Lucas. Foi muito bom, especialmente as duas últimas lições. Agora o desafio é aplicar à igreja as lições do 3º trimestre, As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Deus ilumine aos nossos docentes para ensinar a santa igreja. Soli Deo Gloria.


São essas as lições dessa revista: 
Lição 1-Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança 
Lição 2-O Evangelho da Graça 
Lição 3- Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs 
Lição 4- Pastores e Diáconos
Lição 5- Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério 
Lição 6- Conselhos Gerais 
Lição 7- Eu Sei em Quem Tenho Crido 
Lição 8- Aprovados por Deus em Cristo Jesus 
Lição 9- A Corrupção dos Últimos Dias 
Lição 10- O Líder Diante da Chegada da Morte 
Lição 11- A Organização de Uma Igreja Local 
Lição 12- Exortações Gerais 
Lição 13- A Manifestação da Graça da Salvação

Prof Francisco Neto

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