sábado, 5 de junho de 2010

O valor da Temperança - Lição 10

INTRODUÇÃO

A didática e a metodologia moderna nos oferecem hoje um leque de opções para podermos, nós ensinadores da Palavra, atingir nossos alvos. Não é fácil arrebatar os alunos para dentro de uma lição e/ou idéia, atrair a atenção, envolver e fazer o aluno participar. Isso somente acontece se o ensinador tiver muito conhecimento, unção de Deus, experiência e sobretudo, ser um laboratório ambulante, sempre flexível à possibilidade de crescimento.

O profeta Jeremias usou o exemplo dos recabitas, exemplo de fidelidade, pois eles tinham recebido um ensino de seu patriarca e permaneceram neste ensino, diferente dos judeus, que tinham uma Lei, porém, a ignorava e assim foram disciplinados.

Fidelidade – ser fiel e permanecer firme para com princípios, alianças e/ou ensino recebido.

I. A ORIGEM DOS RECABITAS

1. Sua origem - No tempo de Jeremias os recabitas já tinham cerca de 250 anos. Tribo nômade e dedicada ao pastoreio. Em 1Cr 2.55 diz que aparentaram-se com os queneus e com os descendentes de Jetro, sogro de Moisés.

2. Seu relacionamento com Israel - Os recabitas não eram hebreus, seu patriarca Jonadabe no passado aliançou-se com o rei Jéu [reino do norte] para lutar contra os profetas de Baal, quando obteve êxito e um bom conceito de Deus, que o identifica como “tendo um coração reto” [2Rs 10.15-27]. Os recabitas estavam nas terras dos hebreus e eram fiéis às Leis de Deus e ao seu patriarca.

Isto foi um exemplo visível e forte, usado por Jeremias ao profetizar à nação judaica.

3. O encontro dos recabitas com Jeremias - Deus manda o profeta à casa dos recabitas: “Vai à casa dos recabitas, e fala com eles...”, trazê-los à casa do Senhor e prová-los, de forma que assim foi feito e não desobedeceram, cumpriram seu voto, não esqueceram-se da aliança, do ensino de seu patriarca. Isso foi um ensino marcante aos judeus, porém, continuaram rebeldes.

Hoje, nós também devemos ir à casa dos recabitas, i.é., aprender com eles. Cumprir nossa profissão de fé, quando no batismo dissemos: cremos que Jesus Cristo morreu por nós e que iríamos ser obediente à Palavra de Deus e tê-la como única regra de fé e prática.

II. O ESTILO DE VIDA DOS RECABITAS

1. Abstinência de bebidas fortes - Simplesmente obedeceram seu patriarca e não ingeriam bebidas forte.

O comentarista cita Gn 9.20-23 para lembrar que Noé depois de ser usado por Deus, plantou uma vinha, produziu vinho e embebedou-se. Já em Gn 19.32-38 as filhas de Ló embebedam o pai e mantém relação sexual com ele, dando origem aos amonitas e aos moabitas, que sempre foram abomináveis aos olhos de Deus.

Lc 1.15; 7.33 diz que João Batista não bebeu vinho; Jo 2.10 temos Jesus Cristo transformado milagrosamente água em vinho; 1Tm 3.3,8 Paulo diz que ao que aspira ao episcopado: “Não dado ao vinho...”; e, a Timóteo Paulo instrui em 1Tm 5.23: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho...” para servir de remédio.

Assim, temos alguns registros, passagens que dizem do uso do vinho e cada um conclua com o seu próprio entendimento. Lembrado que ingerir vinho não é pecado, senão Jesus não teria feito o milagre de transformar áqua em vinho em Jo cáp. 2.

2. Peregrinações - Este sub-tópico nos ensina que além dos recabitas não ingerirem vinho, eram também peregrinos. Nós os filhos e Deus devemos cumprir nossas alianças, votos e andar conforme a regra de fé, que é a palavra de Deus, também entendemos que estamos neste mundo de passagem, nossa pátria é celestial, logo não nos prendemos aos negócios deste mundo [2Tm 2.4]

3.Honravam a tradição de seus antepassados - Os discípulos perseveravam nas doutrinas dos apóstolos [At 2.42], que foram ensinadas pelo mestre [Mt 28.19.20] e onde a igreja perseguida foi ensinou tudo que aprendeu outrora [At 8.4].

Muitas igrejas atuais já não são nem 10% de sombra do que era na sua origem, estão cada vez mais se "conformando com este século" [Rm 12.2] e perdendo sua identidade original. Contudo, há ainda muitos firmes, fiéis ao ensino que receberam e que perseveram em ensinar e viver a palavra de Deus.

III. O EXEMPLO DOS RECABITAS

Como é urgente ter e ser bom exemplo em nossos dias. O mau exemplo da nação israelita foi um momento muito triste, uma vez que Deus insistiu em palavras pelas profecias do profeta Jeremias, foi misericordioso e compassivo. Deus fez os judeus aprender com o exemplo dos de fora e nós precisamos, a exemplo dos recabitas, ser o exemplo que Deus quer usar para constranger os pecadores a voltarem para Deus.

Os recabitas perseveraram e se mantiveram firmes no seu voto para com o seu patriarca, enquanto os israelitas quebraram a aliança com Deus. Os recabitas, não obstante não serem da linhagem de Abraão, eram obediente a Deus, enquanto os judeus, sendo desta linhagem, desobedeceram. Conquanto, os recabitas foram recompensados e isto com registro perpétuo, enquanto os judeus, para a vergonha deles, foram castigados.

CONCLUSÃO

Os recabitas foram instrumento de exemplo para os judeus, na verdade deveria ser o contrário. Devemos nós atentar para essas verdades e lembrar que nós é quem devemos ser o exemplo para esta sociedade pervertida e sem Deus.

F. A. Netto                                                                                 Soli Deo Glória

Fontes

1. LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, p.190
2. BEVERE, John. Assim Diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006;
3. MERRILL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2001;
4. Revista Ensinador Cristão. CPAD, Nº 42, P.41;
5. GOWER, Ralph Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro, CPAD, 2002,
6- Bíblia de Estudo Plenitude. São Paulo. Ed. Sbb, 200;
7- Cf. ARCHER, Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1984, p. 298;
8- MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. CPAD;
9- GONÇALVES, José. As ovelhas também Gemem. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006

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