segunda-feira, 3 de maio de 2010

A soberania e a autoridade de Deus - Lição 6

INTRODUÇÃO
"Eu sou o Alfa e o Ômega... o Todo-Poderoso" [Ap 1.8]

Descer à “casa do oleiro” [Jr 18.2], implica em observar, contemplar, meditar, sobretudo, entender como Deus trabalha em favor de seu povo. O homem se estriba no seu entendimento [Pv 3.5], recalcitra contra o Criador [At 26.14], não aceita ser submisso, não se subjuga ao senhorio do Pai. Deus é Deus e ponto final. Sua autoridade independe do conselho da criatura humana. Ele interviu, intervém e intervirá soberanamente sobre o universo, especialmente sobre a humanidade, salva e/ou perdida, e isto é inegociável. É importante se explicar o sentido pleno, global, macro, num todo, da soberania e autoridade universal de Deus, a fim de se absorver melhor a intervenção, ação divina na história humana, especialmente na redenção.

I - A VISITA À CASA DO OLEIRO

1. A casa do oleiro - A localização é incerta, provavelmente, ao sul de Jerusalém, nas cercanias da Porta do Oleiro. A casa indica um lugar, especialmente onde “o oleiro”, escolhe o barro, trabalha, e, conforme seu desejo [soberania], dá forma, amolda, fazendo deste barro algo útil para o proprio interesse. Mais: vale lembrar que o oleiro tem total autoridade sobre este elemento. Um é criador, outro, a criação [Rm 9.20-21].

2. Seus instrumentos de trabalho – Tratava-se de um engenho ou engenhoca simples, com duas rodas, onde uma acionava a outra, i.é., com os pés o oleiro acionava a roda inferior e esta, acionava a roda superior. Com o movimento o barro úmido era trabalhado pelas mãos do oleiro. Logo, se produzia vasos, vasilhas e outros.

Hoje Deus [o oleiro] usa a Igreja [casa do oleiro], e, com a sua Palavra somada ao Espírito Santo [instrumentos infalíveis], através de seus Filhos [ferramentas] ungidos, vocacionados, aperfeiçoados em Cristo para produzir novos vasos de honra para seu propósito divino.

3. A visita à casa do oleiro – A ordem foi clara: “Levanta-te, desce à casa do oleiro...” [v.2] e o profeta foi mesmo, note-se:
E desci à casa do oleiro, e eis que estava fazendo a sua obra sobre as rodas[v.3]
Qual é a lição? Deus fez o profeta ver que apesar dos judeus e gentios agirem como mulas sem cabrestos e gentes desgovernadas, especialmente, os judeus que por serem semente de Abraão, cogitavam serem imunes dos castigos [Jo 1.11; Jo 8.44], da ação de juizo divino, a despeito da desobediência, da dureza de coração, do afastamento e da morte espiritual, Deus é Deus sobre tudo e sobre todos, sobre eleitos ou perdidos. E esta é uma lição eterna e universal, inegociável. Agora, a despeito do livre arbítrio, Deus não se deixa manipular.

II - A SOBERANIA DE DEUS

A soberania de Deus é algo que o identifica. É um ensino legado aos téologos, aos ensinadores e mestres, uma vez que as mensagens nos púlpitos tem cunho evangelístico [salvação] e/ou edificação , i.é., ensino doutrinário. Aqui, a base é sempre a Bíblia, pois todas as doutrinas tem seu nascedouro nela, tais como: deísmo, teísmo aberto, prestinação, etc.

1. Definição - É a autoridade inquestionável, inegociável que o Criador exerce sobre a criação celestial ou terrenal, i.é., sobre toda criação universal, todo o cosmo. É absoluto, alfa e ômega no sentido estrito e pleno da palavra. Tudo e todos dependem dEle para a vida. Ele é o motor que tudo move sem ser movido. Seus atributos divinos como onipotência, onipresença e onisciência explicam sua soberania plena.

Um soberano, um presidente, um dono, um criador, um fabricante exerce poder supremo, total autonomia, sobre o que lhe pertence. O fundamento primário é seu domínio total, pleno, absoluto e imutável.

Alguns textos base no AT: Gn 1.1; 1Cr 29.11; Sl 19; Ez 18.4; Is 45.9
Alguns textos base no NT: Mt 20.14-15; Hb 13.8; Hb 1; Ap 1.8

2. Soberania não é arbitrariedade – Deus não falha, não arromba o coração do homem [Ap 3.20], Ele é santo e justo. Tudo criou perfeito no céu e na terra. A criação que se deteriorou. Note-se os atributos de sua bondade: santidade e justiça. Antes de criar, Deus já sabia que a criação celestial iria se rebelar e influênciar a criação terrenal na queda. A este saber antes de tudo, denominou-se onisciência. Toda a criação foi perfeita, porém, para a “coroa da criação” que veio a cair, foi destinado redenção aos arrependidos e convertidos. Tudo isto, antes de haver criação. A criação celestial, desfrutou das delícias do céu, rebelou-se e caiu, e, por tudo isso não houve redenção para estes. Ao homem, “coroa da criação” e “menina dos olhos”, que não desfrutara das delícias do céu, Deus providenciou redenção para poder morar com Ele, perpetuamente.

3. Eleição e predestinação - Como são mal ensinadas essas doutrinas hoje. Aliás, são muito poucos os que realmente conhecem. Muito se fala e pouco se explica. Dão tanta importância para essas doutrinas que chega-se ao absurdo de deturpar, anular o real sentido da Palavra de Deus com o fim de atender interesses particulares. O ideal aqui é uma aula somente sobre esses dois temas. Uma coisa é certa: Deus tão somente predestinou aqueles que de fato aceitaram ou aceitam serem salvos. Ninguém recebe salvação ou juízo forçado.

Versos importantes: Ex 32.32; Jo 1.11; Hb 6.4-6; Ef 1.4-5; Rm 8.29-30; Rm 9.21,30-33; Jo 3.16; Mt 1.21;Mt 25.41

4. O profeta Jeremias e a soberania de Deus – Não basta ser filho de Abraão e viver como se fosse filho de Satanás [Jo 8.44]. Os judeus eram de fato hebreus, realmente tinham por direito herança, eram povo escolhido e separados para Deus. Conquanto, não viviam como tal. Apesar da morte espiritual, apostasia [Jr 1.16] dos judeus, Jeremias é usado por Deus como porta-voz, porém, sabendo o Senhor que não se arrependeriam de seus pecados, aplicou o júizo sobre toda a nação israelita. A despeito do grande amor e misericórdias divinas, Deus também é justiça, senão, não seria Deus.

III - O CRENTE  E A VONTADE  DE DEUS

O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, no que se refere à caráter moral espiritual [Gn 1.26]. Após a queda recebeu redenção pelo sacrifício do "cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" [Jo 1.29], a saber, Jesus Cristo. Conquanto, mesmo os salvos, mesmo os Filhos, devem subjugar a sua própria vontade e buscar a vontade do Pai. Ouvir a voz do Espírito [Jo 3.8].

CONCLUINDO

Será que estamos sendo barro nas mãos do oleiro? isto é, se submetendo a toda autoridade, soberania e senhorio. Certamente Deus trabalhará em nós, aparando, podando, amassando o barro e refazendo o vaso.

F. A. Netto.                                                                                                                        Soli Deo Gloria!

Fontes:
1 - Bíblia de Estudo Plenitude. São Paulo. Ed. Sbb, 200;
2 - Cf. ARCHER, Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1984, p. 298;
3 - MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. 4ª ed.; CPAD, 2004;

3 comentários:

  1. Paz, amado ensinador Francisco!

    É um prazer adentrar e conhecer o vosso blog. Percebemos que o conteúdo é edificante e muito útil, mormente, para alunos e professores da EBD.

    Um dos membros da nossa equipe - o irmão Elian - está professor da EBD, Classe dos Jovens e com certeza os subsídios aqui postados lhe serão proveitosos.

    JÁ ESTAMOS SEGUINDO ESSE BLOG.

    Deus continue abençoando sua vida, sua família e vosso ministério.

    Em Cristo,

    PHILADELFIA - Evangelismo e Louvor
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    Obs.: Ah, gostaríamos que retribuisse a gentileza (kkkkkk) - entrasse em nosso quadro de amigos (seguidores).

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  2. OLaa Obrigado pelo comentario no meu blog... estou te seguindo tbm, e sempre passarei aquii e deixareii tbm um comentario... Q Deus abençoe sua vida hoje e sempre em Nome de Jesus...Beijos....

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  3. Segue para todos uma frase para a NOSSA reflexão. “Eu afirmo à letra que mata é a letra que você não vive, e nem o Espírito Santo pode vivificá-lo”. Marcelo Marques

    Tenham todos um bom dia, e que venhamos estudar e muito a letra (Bíblia) de Deus.

    www.teologiadaaplicabilidade.blogspot.com

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